O vale academia vem ganhando espaço entre os benefícios corporativos, impulsionado pelo trabalho híbrido, pela busca por qualidade de vida e pela valorização da saúde física.
Para as empresas, esse incentivo representa uma oportunidade de reduzir fatores associados ao absenteísmo, apoiar a produtividade e fortalecer a retenção de talentos, especialmente entre profissionais das gerações Z e Millennials.
Mas o cuidado com os colaboradores não termina depois do treino! Saúde mental, equilíbrio financeiro e acesso a serviços que fazem sentido para diferentes rotinas também entram nessa conversa. Por isso, o vale academia está evoluindo para soluções mais completas de bem-estar.
Entenda como funciona e por que essa mudança merece a atenção do RH.
O vale academia é um benefício corporativo que facilita o acesso dos funcionários a academias, atividades físicas e serviços de bem-estar. A empresa pode custear integralmente o benefício, subsidiar parte do valor ou disponibilizar um saldo específico para utilização.
Na prática, o RH define as condições de contratação, os valores e as regras de acesso. Dependendo do modelo, os colaboradores podem escolher entre musculação, pilates, yoga, dança e outras modalidades disponíveis.
Essa flexibilidade é importante porque nem todo mundo gosta de academia ou consegue manter a mesma rotina de exercícios. Quanto mais acessível e adaptável for o benefício, maiores são as chances de ele fazer parte do cotidiano dos profissionais.

O crescimento do interesse pelo vale academia acompanha uma transformação na maneira como as pessoas enxergam o trabalho. Com a expansão dos modelos híbrido e remoto, manter uma rotina ativa passou a exigir mais organização e incentivo.
Ao mesmo tempo, o bem-estar deixou de ser visto apenas como uma questão individual e ganhou espaço nas estratégias de gestão de pessoas. Os colaboradores querem benefícios que tragam vantagens concretas para sua qualidade de vida.
Esse movimento também aparece entre Millennials e profissionais da Geração Z, que valorizam flexibilidade, equilíbrio e iniciativas de cuidado ao avaliar oportunidades de emprego.
Para o RH, isso significa que oferecer benefícios tradicionais pode não ser suficiente. É preciso entender quais soluções realmente ajudam as pessoas e contribuem para uma experiência profissional mais positiva.
Oferecer vale academia para funcionários pode gerar vantagens para os dois lados. Enquanto os profissionais encontram mais oportunidades para cuidar da saúde, as empresas fortalecem suas iniciativas de bem-estar e valorização das equipes.
A prática regular de atividades físicas está associada à prevenção de doenças, à melhora do sono e à redução de sintomas de ansiedade e estresse, conforme informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Esses fatores podem contribuir para reduzir determinadas causas de afastamento e favorecer a disposição durante o expediente. Uma equipe com melhores condições de saúde também pode apresentar mais concentração, energia e engajamento.
Isso não significa que frequentar a academia garante produtividade. Os resultados dependem de outros fatores, como carga de trabalho, ambiente organizacional e acesso a cuidados preventivos.
Benefícios relacionados à saúde também influenciam a percepção dos profissionais sobre a empresa. Quando são acessíveis e realmente utilizados, ajudam a demonstrar preocupação com necessidades que vão além das atividades profissionais.
Essa valorização pode contribuir para melhores resultados de eNPS, indicador que mede a disposição dos colaboradores em recomendar a empresa como local de trabalho, além de favorecer a intenção de permanência.
Para o RH, o aprendizado é simples: um benefício não precisa apenas parecer interessante na proposta de emprego. Ele precisa funcionar na vida real e fazer diferença na rotina dos colaboradores.
Existem três modelos principais para oferecer o benefício. A escolha depende do orçamento, da distribuição geográfica da equipe e do nível de flexibilidade desejado.
A empresa estabelece convênios com academias, oferecendo descontos ou mensalidades subsidiadas aos funcionários. Esse formato pode funcionar bem para equipes concentradas em uma mesma região.
Por outro lado, a localização pode limitar o acesso, especialmente para colaboradores que trabalham remotamente ou moram longe dos estabelecimentos parceiros.
Nesse modelo, a organização disponibiliza um valor destinado ao pagamento de atividades físicas e serviços elegíveis, conforme as condições do fornecedor.
A principal vantagem é oferecer mais autonomia e facilitar o controle do orçamento. Entretanto, o RH precisa verificar onde o saldo pode ser utilizado e quais modalidades são aceitas.
As plataformas integradas ampliam o conceito tradicional ao reunir diferentes possibilidades de cuidado em uma mesma solução.
Além de atividades físicas, podem contemplar serviços relacionados à saúde mental e a outras necessidades do cotidiano. Assim, o benefício deixa de atender apenas quem frequenta academia e passa a considerar diferentes perfis de colaboradores.

Implementar o benefício exige mais do que escolher um fornecedor. O primeiro passo é entender o perfil da equipe e identificar quais atividades realmente despertam interesse.
Para estruturar uma política eficiente, o RH pode seguir algumas etapas:
Vale integrar a iniciativa a outras ações preventivas, como programas de saúde mental e telemedicina, construindo uma estratégia mais ampla de saúde no trabalho.
Sim. Embora seja um benefício geralmente oferecido por iniciativa da empresa, sua implementação exige atenção às regras trabalhistas, previdenciárias e tributárias.
O vale academia não possui uma regulamentação específica que garanta automaticamente natureza não salarial ou isenção de encargos em qualquer modelo de concessão.
Por isso, a forma de pagamento, as condições contratuais e eventuais previsões em acordos coletivos precisam ser avaliadas. O tratamento tributário também pode variar conforme a estrutura adotada.
O ideal é envolver as áreas jurídica e contábil antes da contratação, garantindo mais segurança na definição da política de benefícios.
O incentivo à atividade física também pode fortalecer o pilar social (S) do ESG, relacionado às condições de trabalho, à qualidade de vida e ao cuidado com as pessoas.
Como abordamos no artigo sobre ESG nas empresas, benefícios corporativos podem contribuir para demonstrar o compromisso da organização com o bem-estar dos colaboradores.
Nesse contexto, o RH pode acompanhar indicadores como taxa de adesão, utilização dos benefícios e satisfação dos funcionários, transformando iniciativas de saúde em informações mensuráveis.
Esses dados podem integrar relatórios de sustentabilidade e apoiar avaliações de investidores sobre as práticas sociais da empresa. Entretanto, oferecer o benefício isoladamente não garante um desempenho ESG positivo.
O diferencial está na continuidade das ações, na acessibilidade e na capacidade de demonstrar resultados.
Se o vale academia tradicional incentiva a atividade física, as soluções integradas permitem cuidar de outras dimensões da qualidade de vida. Afinal, saúde física, mental e financeira estão conectadas e fazem parte do bem-estar dos colaboradores.
É nessa perspectiva que o Uplivit, da Up Brasil, amplia as possibilidades de cuidado. A solução reúne diferentes categorias de benefícios em um único cartão, com gestão centralizada e opções configuradas conforme a política da empresa.
Na prática, a carteira de Saúde e Bem-estar do Uplivit pode funcionar como um vale academia, permitindo que os colaboradores utilizem o saldo em academias e outros serviços elegíveis, como yoga, meditação e assistência psicológica.
O Uplivit também contempla outras categorias, como alimentação, educação e mobilidade, ampliando as possibilidades de cuidado e contribuindo para a saúde financeira dos colaboradores.
Assim, o Uplivit vai além do vale academia tradicional, oferecendo mais flexibilidade aos colaboradores e facilitando a gestão de benefícios para o RH.
Além disso, a Up Brasil possui uma parceria estratégica com a Wellhub, que permite às empresas oferecer benefícios de atividade física e bem-estar aos colaboradores com condições e valores diferenciados.

Depois da implementação, é importante acompanhar se o benefício está sendo utilizado e percebido como relevante pelos colaboradores.
Indicadores como adesão, satisfação, eNPS, absenteísmo e rotatividade podem ajudar o RH a avaliar os resultados. O ideal é observar tendências ao longo do tempo, considerando também outros fatores que influenciam o ambiente organizacional.
Mais do que contar quantas pessoas receberam o incentivo, o objetivo é entender se ele está contribuindo para uma experiência de trabalho mais saudável e positiva.
O vale academia pode ser um importante aliado na construção de empresas mais saudáveis, engajadas e preparadas para reter talentos.
Porém, seu verdadeiro potencial aparece quando integra uma estratégia que considera saúde física, mental e financeira. Para o RH, investir em benefícios acessíveis, flexíveis e conectados às necessidades reais das pessoas é uma maneira de fortalecer o bem-estar e criar relações de trabalho mais positivas.
Afinal, cuidar das pessoas também é cuidar do futuro da organização.
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